quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Direto da fonte
Hoje degustava eu uma massa especial, safra 1961, da Cave Zahar Editôres... peça rara, dedicao a Wilfrid Harris Crook em tradução de Waltensir Dutra, embora ao rótulo citem Harry Schaetz, terá sido engano... um tal Marx, um cara que pensava. Percebi que direto da fonte é sempre mais gostoso. Por vezes somos consagrados indungentemente sem nunca ver a fonte. Nela percebemos que o homem é o produto de um meio em especial e sua contextualidade e historicidade são ímpar, indeléveis e únicas. Assim degustar celulose clássica, com aquele sabor ácido próprio da tecnologia da época, dá um paladar de alcatrão e conhaque que embreagam almas ao longo do tempo. Já no prefácio aquele sabor de guerra fria, forte, implacável percebi um certo odor de Fredman, seleção especial. Me senti um ser de classe, a valorar meu tempo ocioso em delicias de época com frescor de agora, ao som de Green Day.
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